O token pode ser o futuro dos pagamentos

Foto: Forbes

Foto: Forbes

 

Todas as grandes empresas de tecnologia e varejo estão correndo atrás de novas formas de pagamento para o mundo mobile. Nos Estados Unidos é possível citar companhias como Samsung, Walmart, Google, PayPal e Apple, só para ficar entre as mais conhecidas. Soluções e aplicativos baseados no protocolo NFC parecem buscar mobilidade e ao mesmo tempo conveniência.

Infelizmente, o NFC é apenas uma tecnologia funcional, mas não oferece uma proteção completa. É necessária uma camada complementar de segurança e a resposta para combater a fraude no pagamento móvel são os tokens. Esse novo conceito traz algumas vantagens em relação os modos ‘tradicionais’ de pagamento nos dispositivos móveis.

Mas o que ele é?

A ‘tokenização’ é um processo no qual os números de cartão de crédito são substituídos por uma cadeia gerada aleatoriamente de caracteres alfanuméricos. A ideia é proteger contra a fraude durante qualquer tipo de transação. A Apple Pay usa uma forma de geração de tokens. A MasterCard e a Visa também aderiram a esta modalidade de pagamento.

Se este movimento segue em expansão, quais as vantagens?

Uma delas é a flexibilidade: o token não pode ser usado para além de um objetivo pré-definido. Ou seja, é inútil para hackers que tentam cometer fraude através de compras online ou por clonagem de cartões de tarja magnética. Outra vantagem é o uso instantâneo: antes da introdução dos tokens, a digitalização de cartões de pagamento envolve um processo de revisão e aprovação pelo banco, o que poderia levar algum tempo. Por fim, os lojistas e vendedores não precisam investir em novo hardware e software.

Será que esta tecnologia chega rápido ao Brasil? Aqui no país, muitos bancos usam o token com o SMS, para garantir a segurança das transações eletrônicas.

De acordo com o site MobiFeed “tokenização veio solucionar um problema difícil e complexo – o de equilibrar segurança com boa usabilidade, ou seja, geralmente sistemas mais seguros também acarretavam algumas dificuldades extras para os clientes”. Uma pesquisa da consultoria E.Life constatou que 43% dos usuários de dispositivos móveis não haviam efetuado compras de seus aparelhos por não se sentirem seguros.

Esta é uma das novidades que vamos acompanhar mais de perto aqui no Capital de Ideias.

 

Veja mais infos nos links:

http://thenextweb.com/insider/2015/05/15/why-tokenization-is-the-key-to-mobile-payment-security

http://www.bankrate.com/finance/credit-cards/will-tokenization-protect-against-card-fraud.aspx

http://www.virtual-strategy.com/2015/06/17/tokenization-new-security-standard-mobile-payment#axzz3ehjSyVGs

http://www.mobifeed.com.br/a-era-da-tokenizacao-e-a-compra-em-um-clique-por-felipe-lessa

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Será que o futuro é open source?

Foto de uma placa de computador usada

Foto: Flickr / Alex Steiner

Vamos responder essa pergunta com duas matérias da revista americana Wired. O primeiro artigo mostra que até a Apple – conhecida pelo uso de plataformas proprietárias – está aderindo ao opensource nos seus sistemas. Para ser mais específico, a companhia está lançando uma nova linguagem de programação chamada Swift. E essa nova plataforma é aberta, o que deve ser um motivo de comemoração para desenvolvedores.

E a Apple não está sozinha nesta briga. A Microsoft recentemente abriu o código do framework .Net. O Google tem sob a sua tutela linguagens de programação como o Dart e a GO. O Facebook está experimentando com o Hack e D. Até a Mozilla está criando a linguagem Rust.

A segunda reportagem da revista analisa a revolução do GitHub, site que hospeda códigos de aplicativos. A publicação mostra que a preferência de desenvolvedores é claramente o modelo de código aberto.

Confira um trecho do post: “Como pessoas que antes eram apenas os usuários se tornam produtores, eles estão remodelando a cultura de código aberto. O GitHub está fazendo para o código aberto que a internet fez a indústria editorial: é a criação de um fosso cultural entre duas gerações”.

Confira mais nos links abaixo:
http://www.wired.com/2015/06/open-sourcing-no-longer-optional-not-even-apple
http://www.wired.com/2013/03/github

 

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O trabalho pode acabar?

Foto de um trabalhador em um museu

Foto: The Atlantic

A revista americana The Atlantic fez um inventário de que no futuro possa existir um mundo sem trabalho. A ideia é a velha e batida: as máquinas cada vez mais vão ocupar o espaço. E não somente na linha de produção, mas também nos trabalhos considerados criativos.

Não é de hoje que alguns economistas e tecnólogos têm alertado que a economia está perto de um ponto de inflexão. E eles avisam que essa ruptura vai ser econômica, cultural e psicológica. A automação está em alta tanto nas salas de cirurgia como nos balcões de atendimento do seu fast food preferido.

Quer exemplos? Os futuros drones da Amazon podem muito bem substituir milhões de motoristas, repositores de armazém e trabalhadores de varejo. Mas esses mesmos economistas ouvidos pela publicação americana se perguntam: existe um trabalho verdadeiramente seguro?

Uma comparação parece interessante e assustadora. Em meados da década de 60 a maior empresa americana era a companhia telefônica AT&T, que valia algo em torno de 267 bilhões de dólares (em valores atuais) e empregava mais de 750 mil pessoas.

Hoje, uma empresa que também gera admiração é o Google, com um valor de mercado estimado em 370 bilhões de dólares e é empregadora de 55 mil pessoas. Uma análise dos números mostra que o Google usa menos de um décimo da força de trabalho da AT&T em seu apogeu.

E a reportagem ainda fala de robôs, softwares, algoritmos e muitas coisas que ainda podem ser consideradas futurísticas: mas que em vinte anos não serão mais.

Quer saber mais sobre esta tendência? Leia o link mais na The Atlantic (em inglês) e acesse um bônus, que é o post do portal Oene também sobre este assunto:

http://www.theatlantic.com/magazine/archive/2015/07/world-without-work/395294/

http://oene.com.br/desemprego-tecnologico/

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Quantas pessoas são realmente conectadas?

Foto: Google

Foto: Google

 

De acordo com a União Internacional de Telecomunicações (UIT) – um braço da ONU para este tema, cerca de 3,2 bilhões de pessoas vão usar a internet até o fim deste ano. Destes, cerca de 2 bilhões vêm de países em desenvolvimento, como Brasil, China e Índia. É interessante lembrar que cerca de 4 bilhões de pessoas no planeta ainda não têm acesso a web.

E como as grandes empresas estão resolvendo essa questão?

As companhias líderes no mundo digital tentam aumentar a participação da população no mundo online. O Facebook, por exemplo, integra o projeto Internet.org, que prevê serviços básicos de acesso de maneira gratuita. Outra ideia da rede social é lançar drones com capacidade para voar por meses sem pousar. Com esses dispositivos seria possível transmitir internet para as populações e comunidades carentes em infraestrutura.

Já o Google tem uma outra ideia. Associando a empresas como a Telefonica (que no Brasil controla a operadora Vivo), deve lançar em breve o Project Loon. A ideia é usar uma rede de balões a alturas muito elevadas para prover e conectar as pessoas em áreas rurais e remotas, além de ajudar a preencher gaps na cobertura de operadores parceiras em regiões de alta densidade populacional – como a cidade de São Paulo. Outra aplicação para o Loon é gerar internet para regiões que foram afetadas por desastres naturais e que tiveram a sua infraestrutura comprometida.

O empreendedor Elon Musk, fundador da Tesla Motor e da SpaceX, pretende lançar uma rede de pequenos satélites para prover acesso para a Terra e para Marte (?). Sim, isso mesmo. Musk acredita que essa rede de cerca de 700 satélites pode se ter uma internet comparável a uma fibra ótica. E com isso, prover o planeta vermelho da famosa internet.

E ele não está sozinho nesta jogada. Outra empresa, a Oneweb deve começar a operar já em 2018 com uma rede de 648 pequenos satélites. Entre os parceiros da iniciativa estão a europeia Airbus, a norte americana Lockheed Martin e a britânica Virgin.

E o Brasil, está olhando para esta questão? Sim. A empresa de São José dos Campos Altave tem uma tecnologia de um balão que voa até 300 metros e pode prover internet para um raio de até 70 quilômetros. A tecnologia ainda está em testes, como todas as outras citadas neste post.

 

Confira mais infos nos links:

http://thenextweb.com/insider/2015/05/26/3-2-billion-people-will-be-online-by-the-end-of-2015-2-billion-from-developing-countries/

https://internet.org/press/connecting-the-world-from-the-sky

http://www.google.com/loon/

http://www.wired.com/2015/06/elon-musk-space-x-satellite-internet/

http://www.oneweb.world

https://tecnoblog.net/142713/governo-testa-tecnologia-brasileira-internet-via-baloes/

http://altave.com.br

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Pagar contas por email

 

Foto: Droid-life

Foto: Droid-life

De acordo com o site americano Re/code o Google está trabalhando no projeto Pony Express, que deve ser lançado até o fim do ano. A ideia da gigante de buscas é que os internautas paguem contas pelo Gmail. Somente para conhecimento, a base de usuários do serviço é estimada em cerca de 500 milhões de pessoas.

O que o sistema propõe:  que parte das contas que você recebe em casa sejam digitalizadas por empresas como a Verizon (operadora de telefone), State Farms (seguros), ConEd (eletricidade), entre outras. Parte da expertise do Google para este projeto vem do Google Books, iniciativa que já digitalizou cerca de 30 milhões de livros e disponibiliza alguns títulos gratuitamente para o público.

Com essa jogada, a empresa passa também a oferecer serviços financeiros, o que pode ser um novo ramo de atuação para a companhia. A empresa já conta com o Google Wallet para transferência de dinheiro – algo parecido com o que faz o Paypal faz bem nos Estados Unidos e a F2b faz melhor aqui no país.

Seria possível esse tipo de ação no Brasil? Quais os entraves legais para essa tecnologia? É interessante pensar que aqui talvez esse tipo de tecnologia tenha maior receptividade. Basta lembrar que nas terras brasileiras já existe o Débito Direto Autorizado (DDA), sistema criado pelos bancos brasileiros para digitalizar a emissão de boletos.

E você, o que acha?

Veja mais infos nos links:

http://recode.net/2015/03/24/google-working-on-project-to-let-you-receive-and-pay-bills-directly-inside-gmail/

http://www.engadget.com/2015/03/24/pony-express-receive-and-pay-bills-in-gmail/

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